terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

XFCi 9: batalhão de mulheres em lutas decisivas aumentam expectativa para evento em São Paulo

XFCi 9: batalhão de mulheres em lutas decisivas aumentam expectativa para evento em São Paulo


Em 2014, o XFC se consolidou como um dos eventos com mais oportunidades para o MMA feminino no Brasil e um dos principais do mundo. Neste ano, a tendência é aumentar ainda mais a visibilidade das mulheres. Prova disso é que o primeiro evento de 2015, o XFCi 9, dia 14 de março, no ginásio do São Paulo Futebol Clube, terá quatro lutas femininas, duas delas transmitidas ao vivo pela RedeTV!: Poliana Botelho e Antonia Silvaneide se enfrentam na final do torneio peso-mosca (até 56,7kg) e, na mesma categoria, Julie Werner volta ao hexágono para uma superluta diante da russa Julia Berezikova. No GP peso-palha (até 52,2kg), semifinais entre estrelas em ascenção: Viviane Sucuri luta contra a jovem Liana Pirosin e a húngara Dora Perjes pega a finlandesa Vuokko Katainen.


O presidente do XFC, Myron Molotky, é admirador confesso do MMA feminino e reconhece a importância das mulheres para o show. "O XFC tem o maior plantel de lutadoras entre os eventos não-exclusivos para mulheres. Adoramos dar oportunidades a elas porque sempre deixam o sangue, dão tudo de si, e superam muito as expectativas. Algumas das melhores lutas de 2014 foram nas categorias femininas, e no XFCi 9 apenas a nata estará no hexágono, e não me surpreendo se fizerem novamente os combates mais aplaudidos pelos fãs", projeta.


Colegas, Poliana Botelho e Antonia Silvaneide decidem GP peso-mosca


O torneio da divisão peso-mosca feminino teve início na sexta edição do evento e reuniu atletas de diferentes partes do país e do mundo. As duas melhores lutadoras que se credenciaram à final foram a mineira de Muriaé e membro da equipe Nova União do Rio de Janeiro, Poliana Botelho, e a potiguar de Mossoró, Antonia Silvaneide "Marretinha", representante da Kimura Nova União, de Natal. Além de pertencerem a academias filiadas, cuja parceria já revelou alguns dos principais nomes do MMA mundial, as duas criaram amizade durante as quartas e semifinais do torneio.


"Poliana e Silvaneide colocarão no hexágono estilos distintos, e a campeã do torneio será aquela que souber usar melhor a estratégia e anular a adversária", analisa o matchmaker Eduardo Duarte, faixa-preta de jiu-jitsu e ex-lutador de MMA. "Elas são a representação do talento da divisão feminina do XFC, que também terá outras lutas que valerão o ingresso do XFCi 9".


O combate valendo o título do GP peso-mosca não é o único destaque entre as mulheres no card do XFCi 9. Além da superluta feminina entre Julie Werner e Julia Berezikova, o evento ainda terá a definição da final do torneio peso-palha, com verdadeiras estrelas em ascensão. De um lado, duelo brasileiro de invictas: Liana Pirosin busca sua quarta vitória, enquanto Viviane Sucuri tenta chegar ao oitavo triunfo seguido. Antes delas, confronto internacional entre a húngara Dora Perjes (7-0) e a finlandesa Vuokko Katainen (2-2-1), que substitui a ucraniana Maryna Moroz.


Julie Werner e Liana Pirosin: do Sul ao Rio de Janeiro em busca de evolução


Naturais do sul do país, a paranaense Liana Pirosin e Julie Werner decidiram mudar os ares antes do XFCi 9. As duas viajaram para o Rio de Janeiro, onde treinaram durante duas semanas na academia PRVT, num camp somente de mulheres, e afiaram o boxe com o lendário mestre Cláudio Coelho. Liana, de apenas 21 anos, ainda treinou MMA e jiu-jitsu na renomada Nova União, ao lado de Poliana Botelho.


"Decidi sair um pouco da zona de conforto em Curitiba e vim para o Rio com o objetivo de aperfeiçoar minhas técnicas, melhorar a parte física e focar 100% nos treinamentos", relata Liana. "Aqui, só comemos, treinamos e dormimos. O foco é total nos treinos e na preparação para a luta contra a Viviane. O fato de treinar só com mulheres ajuda muito, já que treinamos diariamente com homens e podemos ver nosso nível diante de atletas do mesmo porte físico".


Aos 33 anos e com um cartel de 12 combates, sendo oito vitórias, a experiente Julie Werner buscou intercâmbio e estilos variados para se tornar mais completa no hexágono. "Quando decidi viajar para o Rio de Janeiro, foi com o objetivo de aperfeiçoar ainda mais meu jogo e me tornar imprevisível na luta. É difícil conseguir reunir tantas mulheres juntas para treinar e não poderia perder essa chance. Encontramos meninas com especialidade em jiu-jitsu, boxe, submission, muay thai, então foi um aprendizado muito grande", finaliza.







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